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12/08/2017Até que ponto o ar de ambientes internos é mais seguro para a saúde que o externo?

De acordo com a EPA (Agência de Proteção Ambiental Americana), evidências científicas indicam que o ar interior pode ser mais seriamente poluído do que o ar exterior, até mesmo em grandes metrópoles, um problema sério de saúde ao considerar que as pessoas gastam cerca de 90% de seu tempo em locais fechados.

 

A “Qualidade do Ar Interior” é classificada pela EPA como um dos cinco maiores riscos ambientais para a saúde pública. Desde a década de 90, a OMS (Organização Mundial da Saúde) usa o termo Síndrome dos Edifícios Doentes para descrever situaçôes em que as pessoas que trabalham ou vivem em prédios selados apresentam problemas de saúde ligados à qualidade do ar interno a exposição prolongada a um ar interior poluído pode ocasionar sintomas como irritação e obstrução nasal, desidratação e irritação da pele, irritação e secura na garganta, e nas membranas dos olhos, dor de cabeça, letargia e cansaço, entre outros males.

Um dos principais causadores da poluição do ar de ambientes internos são os Compostos Orgânicos Voláteis, que podem estar presentes em diversos produtos que estamos em contato o tempo todo, como móveis, eletroeletrônicos, produtos de limpeza, além de materiais de construção e revestimento, como tintas, adesivos, selantes, isolamentos térmicos e acústicos, entre outros. Outra grande preocupação é a saúde de crianças, uma vez que estudos recentes demonstram que elas estão expostas a altos níveis de COV (Compostos Orgânicos Voláteis), o que as torna quatro vezes mais propensas a desenvolver asma do que os adultos.

Uma das fomas de prevenir este risco é o “controle de origem”, que envolve a seleção e o uso de materiais e processos de construção não tóxicos e de pouca emissão para minimizar emissôes de COV no ar. Boa ventilação da construção e práticas de limpeza controladas completam o pacote de redução significativa da poluição do ar interior.

Os principais cuidados aplicados a edifícios sustentáveis envolvem duas prerrogativas. Uma diz respeito ao formaldeído, substância extremamente tóxica. As sugestôes são priorizar produtos domissanitários, ou seja, que não contenham formaldeído, ou caso, não seja possível não utilizá-lo, selecionar materiais de construção, acabamento e mobiliário que possuam ou emitam menos dessa substância. A outra é a utilização de produtos de limpeza e domissanitários que não contenham COV ou que não apresentem alta taxa de volatilização e toxicidade.

Há certificaçôes como LEED, BREEAM e WELL oferecidas às edificaçôes que cumprem os critérios listados acima, entre outros, mas há uma grande maioria de escritórios e residências, principalmente, onde não há tal preocupação.

No Brasil, o governo estabelece a Portaria MS 3523/1998, referente a medidas de limpeza dos sistemas de climatização e padrôes da qualidade do ar identificando poluentes de natureza física, química e biológica com suas respectivas fontes, que devem ser cumpridas.

Como no Brasil não há uma legislação específica sobre o controle de origem, uma maneira de obter produtos mais seguros é por meio da certificação voluntária, uma ótima saída para empresas que desejam demonstrar que seus produtos não contribuem para a poluição interna.

 

O Greenguard é a certicação de produtos de baixa emissão que a UL Environment fornece desde 2001. Ela é reconhecida como líder em testes e certificação de emissôes química, trabalhando com aproximadamente 400 fabricantes, dentre 25 categorias de produtos. São mais de 25 mil produtos listados no banco de dados online e gratuito, certificados pela norma UL 2818, que é baseada nos mesmos critérios de emissôes que a EPA e outras respeitáveis agências de saúde. 

fonte:ciclovivo

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