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13/11/2017Deslocamentos anuais dos “refugiados do clima” chegou a 25,3 milhôes de pessoas

Foto: iStock by Getty Images

O número de pessoas deslocadas em todo o mundo devido a eventos relacionados à mudança climática continua subindo, destacaram os representantes da ONU durante a Conferência das Naçôes Unidas sobre Mudança Climática (COP 23), que ocorre até o próximo dia 17 em Bonn, Alemanha.

De acordo com números divulgados pelo Conselho Norueguês para Refugiados, entre 2008 e 2016 o número de deslocamentos anuais relacionados a desastres naturais chegou a 25,3 milhôes de pessoas em média. Por conta disto, as Naçôes Unidas e seus parceiros estão trabalhando em abordagens regionais para responder à questão dos “refugiados do clima”.

A questão da “mobilidade humana e mudança climática” inclusive foi tema de uma coletiva de imprensa na COP 23. Falando a jornalistas, a gerente de programas humanitários da ONG Oxfam na República Dominicana, Camila Minerva, afirmou que apenas nesta temporada de furacôes, 1,7 milhão de pessoas em Cuba foram deslocadas de seus lares, o equivalente a 15% da população.

“Refugiados do clima”

A especialista em Migração, Meio Ambiente e Mudança Climática da Agência da ONU para Migraçôes (OIM), Mariam Traore,citou uma pesquisa feita em Bangladesh no passado, segundo a qual “40% dos entrevistados disseram que a mudança climática contribuiu diretamente para a sua decisão de migrar”.

Neste contexto, já foi sugerida por alguns a criação de um status de “refugiados do clima”, protegendo pessoas forçadas a fugir de seus países devido ao impacto da mudança climática. Marine Franck, da Divisão de Proteção Internacional da Agência da ONU para Refugiados (Acnur), afirmou que o status legal de refugiados é fornecido pela Convenção de 1951, “que é muito claro sobre em que [base este é conferido], que é basicamente a perseguição”.

Ela lembrou que em 2011, Estados sugeriram ao Acnur criar um novo status para refugiados para pessoas deslocadas devido à mudança climática, mas que “alguns países não estavam prontos para isto”. Marine ressaltou que a questão de ampliar o escopo da proteção de refugiados “não é necessariamente desejável” devido ao risco de um impacto negativo sobre os deslocados fugindo de perseguição e conflitos violentos.

A Acnur acredita ser melhor olhar para açôes que já existem no nível regional e tentar uma abordagem de baixo para cima usando práticas que são eficazes. Ela mencionou vistos de proteção humanitária, estadias temporárias e leis migratórias que possam fornecer proteção real.

fonte:ciclovivo / ONU News

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