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22/04/201990% DO PLÁSTICO NOS OCEANOS VEM DE APENAS 10 RIOS (8 NA ÁSIA E 2 NA ÁFRICA)

Na última década, ficamos cada vez mais alarmados com a quantidade de plástico nos nossos oceanos. Mais de 8 milhôes de toneladas de plástico acabam no oceano todos os anos. Se continuar neste ritmo, haverá mais plástico do que peixes nos oceanos até 2050.
 
Mas de onde vem todo esse lixo plástico?
A maior parte é levada aos oceanos por rios e 90% disso vem de apenas 10 rios, de acordo com um estudo realizado pelo Helmholtz Center for Environmental Research (UFZ) e divulgado pelo World Economic Forum, em junho de 2018.
 
Ao analisar os resíduos encontrados nos rios e na paisagem circundante, foi demonstrada a existência de “uma correlação clara” entre os dez rios e a quantidade de plástico descarregada no mar.
 
 
Oito deles estão na Ásia: o Yangtze; Indus; Amarelo; Hai He; Ganges; Pérola; Amur; Mekong. E dois na África: o Nilo e o Níger.
 
“Fomos capazes de demonstrar que há uma correlação definida a esse respeito. Quanto mais lixo há em uma área de captação que não é descartada adequadamente, mais o plástico acaba no rio e segue essa rota até o mar”, disse o Dr. Christian Schmidt , um dos autores do estudo.
 
Schmidt e sua equipe descobriram que a quantidade de plástico por metro cúbico de água era significativamente maior em rios grandes do que em pequenos.
 
Fonte de dados: Plos One
 
Todos os rios tinham duas coisas em comum: uma grande população que vive na região circundante – às vezes em centenas de milhôes – e um processo de gerenciamento de resíduos abaixo do ideal.
 
O Yangtze é o rio mais longo da Ásia e também um dos rios ecologicamente mais importantes do mundo. A sua bacia hidrográfica abriga quase 500 milhôes de pessoas (mais de um terço da população da China). É também o maior transportador de poluição de plástico para o oceano.
 
 
Recentemente, no entanto, a China tem feito esforços para reduzir o impacto causado pelo plástico. Durante anos, o país havia importado milhôes de toneladas de lixo reciclável do exterior, mas uma crescente carga de reciclagem dentro do próprio país levou o governo a mudar sua política.
 
O país acabou com as importaçôes de lixo estrangeiro e, recentemente, estendeu a proibição aos metais, elevando, assim, as exigências da importação de resíduos. A expectativa é que esta proibição impulsione a preservação tanto na China quanto nos países exportadores, nos quais o envio de plástico e outros resíduos para aterros sanitários é proibido por lei. Isto vai obrigar os governos nacionais a planejar políticas públicas para resolver o problema, ao invés de exportá-lo.
 
Segundo o chefe do Programa Ambiental da ONU, Erik Solheim, a China é o maior produtor de resíduos plásticos, mas também está fazendo grandes esforços para contê-los.
 
 
“Se há uma nação mudando no momento mais do que qualquer outra pessoa, é a China … a velocidade e determinação do governo para mudar é enorme”, disse Solheim.

O Indus e o Ganges, que fluem pela Índia, carregam a segunda e a sexta maior quantidade de detritos plásticos para o oceano.
 
Vários anos atrás, o governo indiano lançou o projeto Namami Gange em uma tentativa de limpar o Ganges, mas recentemente o Tribunal Nacional Verde, um tribunal ambiental dedicado da Índia, disse que “nem uma única gota do Ganga foi limpa até agora”.
 
Na Assembleia das Naçôes Unidas para o Meio Ambiente, realizada em dezembro de 2017, a Índia, juntamente com outras 193 naçôes, assinou uma resolução para reduzir os resíduos de plástico marinho.
 
 
No ano passado, o Tribunal Nacional Verde proibiu o uso de plásticos descartáveis ​​em Nova Déli, enquanto sacos plásticos não biodegradáveis foram proibidos em muitos estados.
 
“Diminuir o consumo de plástico das bacias hidrográficas desses rios já seria um grande sucesso. Para conseguir isso, será necessário melhorar a gestão de resíduos e conscientizar o público sobre o assunto. Esperamos que o nosso estudo contribua para um desenvolvimento positivo, de modo que o problema do plástico em nossos oceanos possa ser contido a longo prazo”, diz Schmidt.
 
fonte World Economic Fórum / Exame / meioinfo

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